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Sorriso gengival afeta mais mulheres

Escrito por Ana Paula Soares

17 JUN 2022 - 15H00

O sorriso gengival se caracteriza quando a linha do sorriso se move em direção superior, acima da coroa dos dentes superiores da frente. Tecnicamente, essa característica, por si só, não apresenta qualquer prejuízo significativo para a alimentação ou qualidade de vida, mas pode ser razão de incômodo para alguns indivíduos, por motivos estéticos.

Segundo o site da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), o sorriso gengival afeta 10% da população mundial entre 20 e 30 anos de idade, acometendo mais mulheres que homens, em uma proporção de dois para um. Existem diferentes métodos para a correção do problema, e devido à natureza multifatorial e às diversas estruturas anatômicas envolvidas na manifestação do sorriso, muitos procedimentos têm sido adotados para tratamento e correção da exposição excessiva da gengiva durante o sorriso.

Um método de correção do sorriso gengival comumente realizado é a gengivoplastia. Ela consiste no “recorte” da parte da gengiva que recobre o início da coroa dos dentes. A ideia é aumentar a parte visível do esmalte, devolvendo a harmonia entre dentes pequenos e grandes.

Outro procedimento eficaz é a aplicação de botox. O intuito é diminuir a ação dos músculos responsáveis pela elevação do lábio, diminuindo a quantidade de gengiva mostrada durante o sorriso espontâneo. Vale ressaltar que a ação da toxina botulínica é passageira e o paciente precisa realizar novas aplicações em intervalos de 6 ou 8 meses.

A cirurgia ortognática também pode ser uma alternativa. A técnica é mais complexa e é usada para tratar casos nos quais o sorriso gengival é causado pelo excesso de crescimento da maxila no sentido vertical. Nesses casos, devido à origem do problema ser esquelética, há outras repercussões nas figuras faciais que demandam a intervenção cirúrgica. Pacientes que necessitam deste procedimento, geralmente apresentam desvios funcionais que afetam a mastigação, deglutição, fala e respiração.

Fonte: Site da Faculdade de Odontologia da USP

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